Conhecer a Bahia era meu sonho desde criança! Felizmente consegui realizar este desejo em 2012, quando passei onze dias incríveis por lá, repletos de muito sol, muita gente simpática e muuuitas paisagens lindas! Meu plano inicial era conhecer todo o litoral baiano, mas claro que isso não seria possível em apenas onze dias, né? Eu não sabia, mas a Bahia é dona do maior litoral do Brasil!!! São mais de mil quilômetros de praias, areia e mar. Por conta disso tive a difícil missão de escolher apenas algumas cidades. Depois de pesquisar e pensar muuuito, cheguei neste roteiro: Salvador (o local de chegada e partida), Morro de São Paulo (três dias), Itacaré (três dias), Península de Maraú (um dia), Praia do Forte (um dia) e Chapada Diamantina (três dias, apenas para quebrar o ritmo de praia, praia e praia, rs).
Desembarquei no Aeroporto de Salvador super cedinho: às oito e pouco da manhã. Antes de partir para o primeiro destino (que seria Morro de São Paulo) aproveitei para conhecer um tiquinho da capital baiana. Dali do aeroporto peguei um ônibus da linha Aeroporto/Praça da Sé e, depois de quase duas horas, desembarquei na Praça da Sé, que fica no centro histórico e coladinha em vários pontos turísticos da região do Pelourinho. Este ônibus tem o trajeto beeem demorado, pois ele meio que vai margeando a orla de várias praias. Apesar da demora, até que achei bom porque fiz tipo um tour por Salvador por apenas três reais (valor da passagem do ônibus em outubro/2012), rs.
Casarões na Praça da Sé (à esquerda) e Monumento da Cruz Caída (à direita) |
O primeiro lugar que conheci foi a Praça Thomé de Souza, que é enoorme e tem várias construções históricas ao redor, como a da Câmera Municipal de Salvador e o belíssimo Palácio Rio Branco (construído em 1919 para ser a sede do Governo do Estado, hoje também abriga alguns espaços culturais). Nesta praça também há um incrível mirante (com a vista mais fotografada da Bahia) e o famosíssimo Elevador Lacerda, considerado um dos principais cartões-postais de Salvador. O Elevador Lacerda foi o primeiro elevador urbano do mundo e foi inaugurado lá em 1873. Ele tem mais de sessenta metros de altura e liga a Cidade Baixa à Cidade Alta. O percurso é bem rapidinho (dura apenas vinte segundos, acredita?) e fiquei emocionadíssima quando entrei nele! Foi um momento muuuito especial! Ah, tava quase esquecendo de contar que quando eu caminhava ali pela praça tive a sorte de ver uma apresentação do grupo Olodum. Foi muuuito legal e deu outro astral para o passeio!
Outro local que conheci foi o Mercado Modelo, que fica ali na Cidade Baixa. Sua construção, em estilo neoclássico, é do ano de 1861. Nesta época o prédio funcionava como a Casa da Alfândega de Salvador, que controlava a entrada e a saída de diversas mercadorias produzidas ali na região, como cana-de-açúcar, cacau e café. Apenas em 1971 passou a abrigar o mercado (que antes funciona em outro local), que hoje conta com mais de duzentas lojas que vendem de tudo um pouco, principalmente lembrancinhas e artesanato regional. Este mercado é um dos locais mais visitados e movimentados de Salvador. No andar superior há alguns restaurantes e bares.
Atrás do Mercado Modelo fica o Terminal Turístico Naútico da Bahia. É dali que saem os barcos com destino à Morro de São Paulo. Já em frente (em um casarão histórico belíssimo) fica o recém-inaugurado Cidade da Música da Bahia. Como o próprio nome sugere, este museu é totalmente dedicado à música baiana. Ali dentro é possível descobrir detalhes de como aconteceu a formação musical da Bahia, as diferentes vertentes espalhadas pelo estado e muitas outras curiosidades. Infelizmente quando estive em Salvador, em 2012, este espaço ainda não havia sido inaugurado. Olha aí um motivo pra voltar! :D
O Mercado Modelo visto do mirante da cidade alta |
O mercado abriga mais de duzentas lojas e alguns restaurantes e bares |
Obviamente que também dei uma passadinha no Pelourinho, o lugar mais icônico de Salvador. O Pelourinho surgiu no início do século XVI, época em que os portugueses começaram a ocupar o litoral baiano. Como o próprio nome sugere, era exatamente neste local em que os escravizados eram castigados. Apesar deste triste passado, a região é muito bonita e repleta de casarões coloniais super coloridos, declarados como Patrimônio Mundial pelo Unesco. Infelizmente boa parte deles estão abandonados e, literalmente, caindo aos pedaços. Mas também há muitas construções restauradas e que hoje abrigam espaços culturais, restaurantes, bares, lojas, hotéis... Caminhar pelas ruas caóticas do Pelourinho é respirar história e muuuita cultura!
Como eu tinha horário marcado para pegar o barco com destino à Morro de São Paulo, acabei ficando apenas um pouquinho por lá e conheci quase nada. Comecei meu passeio pelo Largo do Cruzeiro de São Francisco, onde visitei a belíssima Igreja e Convento de São Francisco. Gente, essa igreja é super bonita por fora, mas por dentro ela impressiona ainda mais! Além de ser super ornamentada (algo bem característico do estilo barroco), todo seu interior é folheado a ouro, acredita? O puro suco da riqueza e ostentação! São tantos detalhes nas paredes e no teto que ela demorou quinze anos para ficar pronta (de 1708 à 1923). A visitação desta igreja não é gratuita.
O interior da igreja é rico em detalhes e todo folheado a ouro |
Também dei uma passadinha pelo Largo do Pelourinho e foi exatamente aí neste local que provei meu primeiro acarajé! Sinceramente não gostei tanto, mas valeu a experiência, rs. Neste largo ficam alguns espaços culturais bem interessantes, como a Fundação Casa de Jorge Amado e o Museu da Gastronomia Baiana. Infelizmente não deu tempo de visitar nenhum dos dois. A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a Igreja e Convento Nossa Senhora do Carmo também ficam ali pertinho. Se você continuar descendo essa rua, chegará no Largo de Santo Antônio, onde há mais alguns atrativos, como o Museu do Mar Aleixo Belov e a Igreja Santo Antônio Além do Carmo.
Além desses lugares que mencionei, o centro histórico de Salvador possui muitos outros atrativos culturais, como o Museu Afro-Brasileiro da UFBA, a Casa do Carnaval da Bahia, o Museu Nacional da Cultura Afro Brasileira - Muncab, a Sede do Olodum... Isso sem falar nas inúmeras igrejas também. Se você gosta de visitar tudo com calma e é o tipo de pessoa que entra em todos os museus, separe um ou dois dias apenas para essa região.
Uma caixa de correio (à esquerda) e Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (à direita) |
Finalizei meu passeio por Salvador na região da Barra, outro bairro bastante turístico. Como já era noite, não pude aproveitar tanto, mas fiquei bem feliz em ver o famoso Farol da Barra e o Forte de Santo Antônio da Barra iluminados. Este farol foi construído em 1839 e tem 22 metros de altura! É possível subir até o topo para apreciar a vista e também visitar o interior do forte, onde funciona o Museu Náutico da Bahia. Nesta região da Barra também ficam a Igreja Santo Antônio da Barra, a Praia do Porto da Barra, o Forte de Santa Maria, a Praia do Farol da Barra e o Morro do Cristo.
O farol e o forte iluminados à noite |
GOSTOU DE SALVADOR?
Pegue um catamarã e conheça a lindíssima Morro de São Paulo. Outra opção é a Praia do Forte e Arembepe, que ficam bem próximas!
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