INSTITUTO INHOTIM: Natureza e arte na mais pura sintonia

Viagem realizada em dezembro/2014


Quem acha que o Brasil não possui museus e centros culturais de qualidade é porque ainda não conhece direito o país. Mas não se desespere! Dá pra resolver isso facilmente: vá para Minas Gerais, na direção da cidade de Brumadinho (que fica a mais ou menos sessenta quilômetros de Belo Horizonte) e siga as plaquinhas do Instituto Inhotim. Se você, assim como eu há alguns anos, nunca ouviu falar do Inhotim, prepare-se para conhecer o maior centro de arte contemporânea ao ar livre da América Latina. Sim, é isso mesmo: o maior da América Latina!!! É pra ter muito orgulho, não é?

O Instituto Inhotim não é um daqueles museus convencionais. Ele fica dentro de um jardim botânico de mata preservada, cheio de plantas de espécies raras e lagos. O projeto paisagístico é lindo! As obras ficam expostas a céu aberto, completamente integradas à natureza, ou dentro de algumas galerias com arquitetura super contemporânea. O local também dispõe de uma infraestrutura completa com sanitários, fraldários, restaurantes, cafés, lanchonetes e um atendimento nota dez.

O paisagismo do Inhotim é muito bonito
As obras ficam completamente integradas à natureza
Uma das galerias

Conheci o Inhotim durante minhas férias em Belo Horizonte. Como estava a pé pela cidade, peguei um ônibus lá na rodoviária do centro. Foi super fácil e prático! Depois de 1h30, mais ou menos, já estava passeando pelo instituto. Outro detalhe super importante é que fui em uma terça-feira, dia em que a entrada é gratuita (eba!). O tempo estava nublado e até choveu no final da tarde, mas isso não atrapalhou a visita. Como o espaço é aberto, é sempre bom levar um guarda-chuva, afinal o tempo anda meio doido, rs!

Há quem diga que são necessários dois dias para conhecer os quase cem hectares do Inhotim, mas consegui ver tudo em apenas um dia e sai super feliz e satisfeita. Para otimizar meu tempo, fiz uma pesquisa prévia das obras que tinha interesse em visitar e deixei tudo anotado no mapa. Como o instituto é grande, é preciso muita disposição para percorrer as trilhas e chegar até as obras e galerias. Algumas ficam bem distantes uma das outras. Quem não gosta muito de caminhar ou tem algum problema de saúde ou deficiência, pode usar os carrinhos elétricos que estão disponíveis nos percursos mais longos.

Após descer no estacionamento, caminhei por um corredor enorme cheio de palmeiras altíssimas até chegar na recepção. Acredita que logo de cara já vi esquilinhos? Muito fofos! Outra coisa que me surpreendeu de imediato, foi o design dos bancos para descansar. Eles eram esculpidos em troncos de árvores. Pareciam uma obra de arte também! Super criativos!

Este corredor dá acesso à recepção do Inhotim
Esquilinho fofo
Adorei o design dos bancos

Não vou mencionar aqui todas as obras que vi por lá, afinal o instituto é enooorme e possui mais de quinhentas obras de arte contemporânea! Vou citar apenas as que mais gostei. Ah, outra coisa que esqueci de falar: como o Inhotim fica dentro de uma reserva de mata preservada, a qualquer momento você pode se deparar com uma ave ou algum outro bichinho silvestre. Eu vi macaquinhos, esquilos, patos e muitos passarinhos diferentes. Nem preciso dizer que amei, né?

Macaquinhos e passarinhos podem ser vistos a qualquer momento
Beija-flor

A primeira obra que visitei foi a Narcissus Garden, da Yayoi Kusama. Gostei bastante das bolas espelhadas que ficavam boiando no lago e refletiam tudo ao redor. Também gostei das esculturas de bronze do Edgard de Souza e dos três fusquinhas coloridos do Jarbas Lopes. Sempre que visito museus, as obras interativas acabam sendo as minhas preferidas e no Inhotim rola muita interatividade! Adorei ficar montando palavras com os vasinhos de cerâmica que fazem parte da obra A origem da obra de Arte, de Marilá Dardot. Foi bem divertido!

Narcissus Garden, da Yayoi Kusama
Esculturas de bronze do Edgard de Souza
Troca-troca, do Jarbas Lopes
A origem da obra de arte, de Marilá Dardot

E quando você literalmente mergulha na obra de arte? Acreditem, no Inhotim dá pra fazer isso também! E ainda pode-se escolher entre mergulhar ao ar livre ou na piscina aquecida e coberta que fica dentro de uma das galerias. Eu preferi a piscina ao ar livre, lógico! E ela ainda tinha uma agendinha telefônica dentro, rs. Demais, não é? Obra do Jorge Macchi e fica lá no Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. Brasil, minha gente!

Piscina, Jorge Macchi

Pertinho da entrada do instituto tem uns painéis em alto relevo muito legais! Chamam-se Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho e foram produzidos pelos artistas John Ahearn e Rigoberto Torres. Parece que os personagens estão saindo da parede! Também amei a galeria do Doug Aitken. O artista cavou um buraco na terra, embaixo da galeria, e instalou alguns microfones lá dentro. Quando você entra no espaço consegue ouvir os barulhos que fazem dentro da terra. É muito doido!

Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho, de John Ahearn & Rigoberto Torres
Galeria Doug Aitken

Essas foram algumas das obras que mais gostei. Vi muitas outras que também me agradaram, mas achei que ia ficar muito extenso ficar falando de todas aqui. Gostei mais das obras ao ar livre do que as que estão expostas nas galerias. Mas mesmo assim, amei o Inhotim! É um projeto completamente diferente de todos os museus e centros culturais que já tinha visitado. É incrível e super recomendo a visita!


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