MANGUE SECO: A Bahia termina aqui!

Viagem realizada em agosto/2017


Mangue Seco é uma famosa vila de pescadores localizada no finalzinho do litoral norte baiano. O vilarejo ganhou essa fama toda depois que apareceu em algumas cenas da novela Tieta, veiculada pela Rede Globo no ano de 1989 e inspirada no romance de Jorge Amado. As paisagens paradisíacas despertaram a curiosidade de muita gente e Mangue Seco acabou entrando na rota turística brasileira. Todo mundo quis conhecer esse pedacinho da Bahia cercado por dunas, coqueiros e muuuita simplicidade! Pois é, Mangue Seco até pode ter crescido (um tiquinho) desde aquela época, mas não perdeu sua essência. A vila pés na areia repleta de charmosas casinhas coloridas continua lá. Ainda bem! :)

Como Mangue Seco fica em uma península isolada por dunas (e de um lado é mar e do outro é rio), o acesso é um pouco restrito, principalmente para quem vem de outras cidades baianas. A forma mais fácil de chegar é por Sergipe, o estado vizinho. É só pegar um barco no cais de Pontal e atravessar o Rio Real (que separa a Bahia de Sergipe). Em menos de vinte minutinhos você já estará desembarcando nas ruas de areia desse charmoso vilarejo.

Devido a esse fácil acesso por terras sergipanas, Mangue Seco virou rota de passeio para quem está turistando em Aracaju e foi dessa forma que o conheci. Contratei a agência CrystalTur para fazer vários passeios durante minha viagem à Sergipe (se você ainda não viu os posts, clique aqui). Gostei bastante dessa agência e super recomendo! Os guias eram bem educados, animados e passavam muitas informações sobre os lugares. Ah, e também foram pontuais (super importante, né?). Saímos de Aracaju debaixo de uma chuva danada e depois de uma hora, mais ou menos, já estávamos dentro do barco que faz a travessia. Assim que nos aproximamos do vilarejo, a chuva finalmente deu uma trégua. Ufa!

Chegando em Mangue Seco
Uma pena que o tempo não estava tão bom...
O barco que fez a travessia Pontal - Mangue Seco

Gostei da vila no primeiro minuto! O chão é todo de areia e há muuuitas casinhas coloridas espalhadas pelas poucas ruas. Tudo com aquela simplicidade típica de vila de pescadores. A orla de Mangue Seco está sendo revitalizada e há um calçadão sendo construído. Acho que vai ficar bem bonito depois de finalizado!

A orla recém construída
Barquinho
Casinhas coloridas e muita areia dão um charme à vila
Adoro esse tipo de construção

Mangue Seco tem mais de trinta quilômetros de praias quase desertas. O acesso pode ser feito de duas formas: a pé (beirando o rio e depois a praia, quando a maré está baixa, ou cruzando as dunas) ou de bugue (que também vai pelas dunas). Assim que você desembarca já dá de cara com uma praça onde fica a Associação de Bugueiros. Os preços são tabelados e há três tipos de passeios, com duração e percursos diferentes. Tem roteiros desde vinte minutos até uma hora e meia. O valor é cobrado por bugue e pode ser divido entre os passageiros (cada bugue comporta até quatro pessoas). Escolhi fazer um mediano, acho que durou uns quarenta minutos e o bugueiro fez umas cinco paradas para fotos.

Passeio de bugue
Folhas secando no meio das dunas

Esse passeio de bugue é legal, mas não tão emocionante como o de Natal, por exemplo (clique aqui para ver o post sobre essa viagem). As paisagens são bonitas, principalmente no alto das dunas (e mesmo com o tempo nublado). Também paramos em um local na praia onde tinha dois coqueiros apelidados de Romeu e Julieta. Dizem que esses coqueiros apareceram em um clipe musical da Daniela Mercury, mas assisti ao vídeo depois que voltei da viagem e, sinceramente, não encontrei o trecho em que eles aparecem... O final do passeio foi em um restaurante na beira da praia, que serviu como ponto de apoio.

Vista de um dos mirantes
A dupla de coqueiros: Julieta e Romeu
Dunas
Chegando no restaurante ponto de apoio

Como o tempo estava nublado (rolou até chuva nesse dia), não pude curtir tanto a praia. Também não estava me sentindo muito bem, então acabei aproveitando as quatro horas por ali para relaxar e dormir em uma das redes disponíveis no restaurante. No finalzinho da tarde, o sol apareceu timidamente e aproveitei para caminhar um pouquinho. Nunca vi uma praia com tantas conchinhas! Fiquei encantada! Também vi algumas plaquinhas do Projeto Tamar espalhadas pela areia, informando que ali era uma área de desova de tartarugas.

Praia de Mangue Seco
Nunca vi tantas conchinhas
Mais praias e coqueiros

Gostei de Mangue Seco, mas não me apaixonei por lá. Acho que foi o mal tempo e o meu mal estar que fizeram com que eu não aproveitasse tanto esse dia. Mas tenho vontade de voltar para tentar mudar essa minha primeira impressão. Achei a vila uma graça (pés na areia, do jeitinho que gosto) e as paisagens naturais são bem bonitas. E é Bahia, né? Preciso voltar! :)


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Aproveite que Sergipe está ao lado e conheça algumas cidades por lá! Em breve todos os posts dessa viagem estarão disponíveis aqui. Não perca!

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